Resenha: “Van Halen – A Different Kind of Truth” (CD)

Van_Halen_-_A_Different_Kind_of_Truth

Após 2 anos torcendo o nariz contra esse disco inédito em 14 anos. Decidi escuta-lo sem muitas pretensões, mas vi que merecia uma resenha. O som da guitarra tá sinistro como sempre, o vocal de David Lee Roth soa com uma certa força, mas não convence tanto quanto antigamente e a bateria tá bem orgânica, mas longe de ter um som presente. O baixo desse disco ficou por conta de Wolfgang que é o filho pródigo do Eddie Van Halen. A banda agora trata-se de um negócio em família com um sócio a parte.

A primeira música se chama Tattoo… Tem um pré-refrão muito legal, porém é muito grudento… e como são “macacos velhos” eles usaram isso como arma, pois há uma repetição cansativa dessa parte, é legal? Sim, mas pra que tanto, né?!

Disco que segue… Temos She’s The Woman. Bom, é o tipo de música que apesar de todo talento de Eddie Van Halen, soa bem datada… Claro, quando a banda tentou se reinventar, houveram críticas maldosas por toda parte, então pra que sofrer isso novamente? Van Halen é o tipo de banda que não pode mudar muito, sinto pena por isso.

You and Your Blues, pegada pop, nada demais… Nada demais mesmo! Não diria que seria o tipo de música dispensável até porque, devido todo o tempo em que a banda não lançou nada além de umas músicas inéditas numa coletânea, qualquer uma pode ser válida.

Vou confessar que China Town é a minha preferida do disco, pronto. Uma introdução sinistra entre guitarra e baixo e a bateria (mesmo soando fraca) fazendo aquela levada bem “speed”, pode não ser tão claro para vocês, mas vale a pena ouvi-la para entender do que estou falando.

Por um primeiro momento, fui enganado por Blood And Fire, soa como se fosse uma balada, mas não chega a ser uma. Me fez lembrar de “Any Way You Want It” do Journey, só que evidentemente mais apelona. Se trata de uma música bem legal.

Bullethead é a outra favorita, sabe quando escuta uma música e com menos de um minuto ela se torna uma de suas favoritas? Então, esse é o caso. Soa pesada, bem hard mesmo! Riff muito foda, andamento legal… Num disco do Van Halen não tem como destacar os solos, não vale! O que de fato me incomoda bastante é a falta de presença da bateria nas músicas! Claro que foi proposital, mas diria que foi uma decisão tomada de forma errada. Enfim, vale a pena dar o play nessa também.

Ao reclamar da bateria, As Is calou minha boca por alguns segundos… Começa com um lance bem legal nos tambores e a bateria como um todo aparenta soar mais forte nessa música do que nas outras. Gostei dela porque é rápida! Tem um riff cativante e o vocal do David Lee Roth ta bem bacana… Po, que música fera!

Honeybabysweetiedoll, começa com uns barulhos estranhos e logo em seguida vem um riff animal… Confesso que estou confuso com relação sobre qual é a melhor do disco. Diria que se trata da música mais metal de toda carreira do Van Halen! Sim, Metal! Seriam as influências modernas do jovem Wolfgang!? Vai que é!

De volta a normalidade ao som do Van Halen, The Trouble with Never é mais Rock que as demais canções do disco… Não é fraca e nem sem graça e diria que mais uma vez é uma música interessante.

Outta Space sim, remete ao antigo som do Van Halen. Tem um ar que remete aos discos “Van Halen (1978)” e “Van Halen II (1979)” . Mais uma música forte, com vocal pegado e um riff típico! Isso não faz com que a banda perca sua graça, mas acaba soando como mais do mesmo de sempre (Não sempre).

Stay Frosty, começa com uma parte acústica e é a música mais chata do disco. Refrão soa de uma forma chata e grudenta, Mesmo tendo falado que o que é novo em tanto tempo não pode ser descartado, por mim essa seria facilmente. Não gostei.

Agora Big River já é totalmente o oposto de sua antecessora. Muito mais! É o tipo de música que vai pra frente, tem ânimo na dose certa, bem cara de Van Halen! Não diria nem que chega a soar como um mais do mesmo, mas como uma continuação de algo interrompido.

E para fechar o disco, Beats Workin’ deu conta do recado… Não digo que essa música deixa um gostinho que “quero mais”, mas soa apenas como uma música comum.

A Different Kind of Truth marca o retorno da banda com suas composições inéditas ao grande público, mas não para os fãs mais ardorosos… Na época de seu lançamento, falaram que algumas músicas se tratavam de sobras de gravações ou algo do tipo, mas o importante foi que usaram e fizeram esse disco de inéditas.

Bom, mesmo com o som da bateria não me agradando em 100% das músicas, é um bom disco. Deixa com vontade de ouvir várias vezes? Não! Apenas algumas músicas (as destacadas) vez ou outra. Acredito firmemente que Van Halen pecou ao ficar muito tempo longe dos holofotes, mesmo sendo o tipo de banda que  lota os estádios sempre que toca.

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Este post foi publicado em 24 de agosto de 2014 às 2:22 am. Ele está arquivado em Resenha musical e marcado , , , , , . Guarde o link permanente. Seguir quaisquer comentários aqui com o feed RSS para este post.

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