Resenha: Cash: A autobiografia de Johnny Cash (Livro)

cash

Não lembro quando foi exatamente a primeira vez que ouvi Johnny Cash, mas lembro de ter me empolgado com a ideia de ouvir após ler/ver alguma entrevista. Claro que fui atrás de sua discografia e logo de cara escutei o “Live at Folsom Prison” de 1968. Apesar de não lembrar quando isso aconteceu, posso afirmar que foi um achado e tanto.

É praticamente impossível negar que, Johnny Cash foi o cantor de country mais Rock n’ Roll que já existiu. E com essa autobiografia, o eterno “Man in Black” se mostra como um cara comum.

A princípio ele narra sua história com um saudosismo de dar inveja a qualquer um. Lembra com muito carinho de seus familiares, sua cidade natal, seus amigos de infância e etc. Narra como era a infância nos campos de Algodão, como vira sua mãe cantar, como se deu com o desprezo por sua mãe, algumas aventuras infantis entre vários outros fatos. Particularmente, achei que quando ele conta sobre a morte de seu irmão (morto aos 14 anos), é possível sentir a tristeza impressa por ele.

Por outro lado, fala com um desdém (também invejável) sobre sua dependência de anfetaminas, o quanto o vício o prejudicou, tanto em casa quanto em sua carreira, mas não demonstra arrependimento, se não com o fato de ter pedido muito tempo nisso.

Ao contar sua história, não se declara um fora da lei como a mídia sempre o chamou, teve uma passagem ou outra pela prisão, foi condenado a pagar algumas multas e fianças, mas nada que o caracterizasse como tal. Na verdade essa fama veio por que sempre que convidado se apresentava com sua banda em alguns presídios e inclusive, alguns foram lançados em sua discografia.

Se firma como um típico artista (se não, um dos únicos) que possuía os pés no chão, com muitos amigos e sempre, sempre muito humilde. Cash era o típico Cowboy  americano, uma pessoa simples que nos conta sobre seus filhos e netos de uma forma afetuosa e direta além de ser muito religioso. Não nem mencionar que também, era um excelente contador de histórias.

Detalha de uma forma simples e direta todo seu amor por June Carter, que foram parceiros até o fim de suas vidas.

Infelizmente a tradução pode ter sido prejudicada pela edição, porém, no livro constam algumas fotos além da listagem discográfica dos principais lançamentos de Cash comentada por John L. Smith. De fato, oferece um conhecimento a mais sobre Johnny Cash e certamente é uma leitura que vale a pena.

Foi lançado em 2012 no Brasil pela LeYa e conta com 280 páginas.

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Este post foi publicado em 16 de julho de 2014 às 12:04 am. Ele está arquivado em Resenha literária e marcado , , , , , , , , , . Guarde o link permanente. Seguir quaisquer comentários aqui com o feed RSS para este post.

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