Resenha: Max Cavalera – My Blood Roots (Livro)

my blood roots

Aproveitei uma promoção bacana de um site qualquer e comprei algumas biografias que pretendo resenhar todas, queira ou não e uma delas foi o “My Blood Roots” do Max Cavalera, quase de graça.

Não tem muito o que explicar sobre o Max Cavalera, o cara foi simplesmente o criador do Sepultura junto com seu irmão Iggor, que de fato, foi uma das bandas brasileiras mais respeitadas no mundo há algum tempo atrás.

Sobre o livro, Max Cavalera conta sua história para os gringos, ele até tenta explicar vários aspectos brasileiros de uma forma bem simples. Ele narra os fatos de uma forma sincera e de acordo com os lançamentos dos albuns do Sepultura até o Roots, Nailbomb, Soulfly e Cavalera Conspiracy. Narra também, sua infância e adolescência, essa como a fase mais louca de sua vida.

O livro segue um enredo interessante, mas praticamente não senti veracidade em algumas histórias contadas a respeito de sua separação e possível reunião com o Sepultura, além de outras histórias sobre a gravação dos discos e etc. É um cara que  idolatra sua esposa e empresária e preza bastante por sua família e seus amigos. Realmente consegue passar a imagem de ser bem tranquilo quanto a essas relações… Fala com um orgulho imenso de como foi ser pai pela primeira vez, sobre a criação do Roots e de uma forma bem trágica sobre a morte de seu enteado, Dana (fato que o inspirou em diversas letras no Soufly e no Cavalera Conspiracy).

Por muitas vezes ele se afirma muito, o que acaba ficando estranho. Coisas como: “eu tentei fazer isso e aquilo, mas não permitiram” ou “hoje estou muito bem e não quero saber de Sepultura”. Dá pra sentir um pingo enorme de ressentimento durante a leitura, mas enfim… Pra mim, o livro tem aquela pegada morde e assopra, tampa um santo e descobre outro e por ai vai.

Conta também com algumas palavras de Sharon Osbourne, David Vincent (Morbid Angel), Iggor Cavalera, sua mãe que é descrita como “Mãe do Max” (achei isso ótimo!), Gloria e alguns de seus filhos. De ex-integrantes da banda, apenas seu irmão e o famoso Jairo Tormentor (guitarrista que gravou o Bestial Devastion e o Morbid Visions).

Esperava muito mais, porém, infelizmente o livro passa a imagem de ser pretensioso demais. Que o cara é um dos melhores frontmans, isso não se discute, mas que a história poderia ter sido contada de uma forma mais branda e coerente, com certeza.

De fato, o livro até que atiçou minha curiosidade quanto ao Soulfly, conforme ele narra algo sobre a gravação dos discos, composição, convidados especiais e etc… Pra ser sincero, em toda minha vida ouvi apenas o primeiro disco que foi lançado em 1998 e o Dark Ages (lançado em 2005).

O livro possui um total de 206 páginas, o prefácio foi escrito por Dave Grohl, que se diz um fã incondicional de Sepultura e Max Cavalera, o que eu não dúvido e foi lançado em 2013 pela Agir Editora, que faz parte do grupo Ediouro.

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Este post foi publicado em 7 de junho de 2014 às 12:16 pm. Ele está arquivado em Resenha literária e marcado , , , , , , , , . Guarde o link permanente. Seguir quaisquer comentários aqui com o feed RSS para este post.

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