No último fim de semana do mês de Setembro (e nas primeiras horas do primeiro dia de Outubro) o festival que recentemente foi chamado por muitos entusiastas de “O Maior Festival do Mundo” chegou ao fim após um show chato e com um Guns n’ Roses soando como se fosse um cover dela mesma. além de ter sido regado por muita chuva.
Falando rapidamente sobre o que vi no último dia do Rock In Rio, definitivamente poderia ter sido algo mil vezes melhor. Não entendi a escalação de bandas como Detonautas e System of a Down! Sobre o Detonautas digo que a banda por mais inconsistente que seja, com um “pseudo-hit” aqui e outro mais chato ainda por ali, além de infinitas tentativas de não sumir por inteiro na mídia, seja batendo boca via twitter ou quase sempre aparecendo em colunas de “entretenimento” dos grandes portais, não tem aquela pegada que talvez seja fundamental prum festival do porte do Rock in Rio! (Festival de massa em que muitas vezes as pessoas vão mais pela festa do que pelas bandas). Não apenas sobre o Detonautas, mas posso citar sobre as bandas Nx Zero e Glória que muito diferente de Skank e Jota Quest, acabaram sofrendo com o pouco caso do público, vaias e vários xingamentos… Só não foi pior que a chuva de garrafas (cheias/vazias) que o Carlinhos Brown tomou na edição passada do festival ou que as vaias e chuva de copos, garrafas ou qualquer coisa que estivesse por perto dos “metaleiros” que o Tremendão, Erasmo Carlos tomou na noite metal do primeiro Rock in Rio por ter sido escalado erroneamente. E o System of a Down é o tipo de banda que mesmo tendo seu hiáto de alguns anos, so provou que já deu o que tinha que dar desde o “Steal this Album!”. Tudo bem, e o Coheed and Cambria com a história?
Sou fã assumido da banda, já acompanho tem um certo tempo e confesso que houve uma dificuldade inicial ao aceitar o tipo de som com o vocal mais que característico de Claudio Sanchez. Sempre quis que a banda viesse ao país, mas sinceramente não esperava que viesse logo num festival como o Rock in Rio! Fica a dúvida no ar, será que a produção que pecou ao convidar a banda ou teve o famoso empurrão de gravadora? O fato é que, a banda por mais foda que seja (com uma ótima discografia e tudo mais) não deveria ter tocado no Rock in Rio sem uma ótima divulgação da gravadora por aqui! E o porque? Simples, no caso do festival acredito que 98% do público presente nunca escutaram sequer o nome da banda e tampouco uma música inteira. Talvez aqueles que assistiram a animação “9 – the Salvation”, mas nunca se sabe ao certo. Não vemos um clipe na MTv e com muita dificuldade é possível encontrar cd nas lojas. Ok, o dia metal estava fechado e para o Palco Mundo as bandas escaladas foram, Metallica, Slipknot, Motorhead, Coheed & Cambria e Gloria. Que dia ein, amigos… Que dia!
De fato, durante a apresentação do Coheed & Cambria foi perceptível que eles não estavam ali para sofrer com o preconceito do grande público (já que hostilizaram o Glória com palavrões e mais palavrões) e tampouco queriam fazer da primeira visita ao país o grande fiásco de sua carreira. Ao iniciar o setlist com No World for Tomorrow e dar sequencia sem pausa, ficou mais que estampada que a impressão que tive incialmente estava certa. Muitos meios de comunicação descaradamente sem conhecer um mísero “a” da banda, disseram que a banda tentou ganhar o público com o cover de The Trooper do Iron Maiden. Não preciso dizer que pra quem conhece a banda sabe muito bem que eles tocam esse cover desde 2009 (se não me engano). E por declarações como essa, so deixa claro que o “jornalismo musical” (posso usar esse termo?) não é eficiente e com toda certeza, digo que pra nossa infelicidade temos de acompanhar infinitas resenhas, materias ou notas com muito favoritismo por parte de quem escreve.
Ontem pra minha infelicidade, li algo a respeito do Coheed & Cambria no site da MTv, como se o público brasileiro não vaiasse o que vem de fora e destruissem o que temos por aqui. Opa pera lá, muita calma ladrão! Diferente do Glória, o Coheed & Cambria tem algo que os queridinhos das/dos adolescentes pseudo-revoltados não tem, é algo muito simples chamado AUTENTICIDADE! Não tiro os méritos como “músicos” do grupo, muito pelo contrário, só acho que eles tocam o que não representam. Algo como se eu tivesse uma banda chamada Rock n’ Roll All Nite e tocasse Death Metal.
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Lobby e mais lobby no jornalismo em geral, temos que garimpar profundamente para encontrar qualquer tipo de matéria imparcial.
Óbvio que existem linhas de jornalismo, jornalistas que defendem esse ou aquele raciocínio, idéia, etc. Mas o mínimo exigido é que haja boa pesquisa, BOA PESQUISA.
E A MTV DEVERIA REVER SEU QUADRO DE BLOGUEIRO E O CARALHO!