N.W. 77 (Brasília – DF)

A ideia de deixar esse blog mais “apresentável” e legível na medida do possível, tem sido gratificante. Seja com entrevistas ou resenhas, seria muito interessante que voltasse a existir uma quantidade x de leitores do blog que opinassem e fizessem questão de discutir sobre discos e etc. Inclusive, esse desinteresse por parte das pessoas foi o principal fator da minha desmotivação em abandonar o zine impresso, tanto que joguei fora as 50 cópias do que era pra ser a última edição. O impresso é bom e todo mundo gosta… Mas gosta pra que? Pra guardar e fazer volume na fabulosa caixinha com zines que não são folheados há muito tempo? Obrigado, mas só voltarei a fazer zine impresso num futuro muito distante…

Após a entrevista com o Fronte, pensei em fazer uma entrevista sobre o N.W. 77, banda que conta com Marcel Ianuck e Marcinho nas guitarras e vocais, Rodolfo no baixo e Rodrigo Pinto na bateria. O que era pra ser um projeto acabou virando uma banda embora que seja totalmente sem aquela pretensão de fazer trocentos shows mas continuar compondo e gravando, sempre! O primeiro EP da banda se chama “Doomsday Cowntdown” e conta com 8 músicas e covers do Swankers (pré-DFC) e do Lemon Squeezer que ao todo dão pouco mais que 20 minutos. Os sons vão do Crossover que remetem às bandas clássicas de Venice Beach e tem um pingo de Ministry (N.E. Eu consegui ver o pingo de Ministry que te falaram, Marcel!). O EP é simplesmente animal, vários samples da hora e bases insanas! Você pode saber mais sobre a banda clicando aqui, acompanhar as novidades na velocidade da luz, aqui. E pode ouvir e fazer o download das músicas clicando aqui ou aqui. Segue a entrevista que eu fiz com o Marcel Ianuck, o cara faz parte do seleto grupo de “mitos” do hardcore brasiliense portanto, vale a pena conferir!

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Fronte (Brasília – DF)

Eis que começo o ano de 2012 (somente hoje, dia 19!) com o pé direito… Sem enrolar muito, o bicão inicial para este que não pretendo deixar a esmo como deixei no ano passado é a entrevista com a banda Fronte! Antes de mais nada, gostaria de agradecer ao Fronte e principalmente ao Yuri, Farinha e ao Pedro que responderam a entrevista. Valeu galera!!!

O Fronte surgiu no meio de 2010 tocando cover do Dead Fish, a príncipio como diversão e a vontade de fazer um som entre amigos. A banda conta com com Yuri Coppe (Lactobacilos Vivos) na guitarra, Raphael Farinha (Janeiro) na bateria, Bruno Tinho (Flanco/Promessa) nos vocais, André no baixo e Pedão (Zizenes) na guitarra!

Lançaram o EP de forma totalmente independente em novembro do ano passado, além de ter disponibilizado pouco tempo antes para download gratuito, totalizando até então cerca 150 downloads! O caso mais que comum (acredito que seja assim em todo Brasil…), é quando uma banda surge e ela luta para garantir o seu “lugar ao sol”. No caso do Fronte, conseguiram isso ao lançar um EP de excelente qualidade, com riffs realmente poderosos e marcantes, letras de cunho social (nos moldes do Dead Fish) e com uma das cozinhas mais coerentes e coesas que já vi até então. O EP conta com 6 músicas, todas elas com extrema dignidade e uma produção simplesmente foda! Impossível destacar somente uma música e na boa!? Clique aqui e baixe o EP de graça! Tá com preguiça de baixar? Clique aqui e escute! Quer conhecer mais sobre a banda? Clique aqui, acompanhe os passos da banda, fique sabendo dos próximos shows e entrem em contato.

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Apesar do abandono… Feliz 2012!

Eu e os amigos do Van Halen (incluindo o Mike Anthony), desejamos um “feliz dia de ano novo”!

Rolla Pedra.

Infelizmente, o festival se resume em algumas bandas.

Top 10 que dificilmente irá ser alterado.

Nada melhor que escolher determindos momentos de tédio pra tentar escrever algo sob o pretexto de “movimentar” isso aqui. Dificilmente tenho motivo/razão/vontade de escrever algo no zine, sério! Mas enfim, vale a intenção e no caso do Who Cares? Zine me deixei ser totalmente guiado pela minha vontade… Pena que não é sempre que ela colabora. Enfim… Quais são os seus 10 discos preferidos, aqueles que ainda tem um lugarzinho guardado no seu coração? (Meigo, né?). Todo mundo tem pelo menos 10, fato! Sejam discos/cds, filmes, seriados (vale citar Chaves!!!) e etc. Mas confesso que tenho pelo menos uns 15 e quem sabe uns 20… Mas enfim, 10 é uma quantidade razoavél para expor por aqui.

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Depois de algum tempo sem dar as caras pelo blog, hoje tive uma brilhante idéia para tentar manter isso aqui em funcionamento, com post pelo menos em toda sexta e domingo. Antes que perguntem, não sou adventista do 7° dia, se for o caso eu posto algo, mas prefiro deixa-lo de fora… A idéia que eu tive foi a seguinte, toda sexta feira eu posto alguns discos (ou todos se eu conseguir me lembrar) que escutei durante a semana. Claro que pode surgir muitos discos repetidos e enfim, cada disco vai ter uma resenha simples além da capa (claro!) e se for conveniente, o caminho para felicidade! haha… Enfim, vai ser legal tentar fazer isso por aqui.

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Coheed & Cambria no Rock in Rio, o que foi aquilo?

No último fim de semana do mês de Setembro (e nas primeiras horas do primeiro dia de Outubro) o festival que recentemente foi chamado por muitos entusiastas de “O Maior Festival do Mundo” chegou ao fim após um show chato e com um Guns n’ Roses soando como se fosse um cover dela mesma. além de ter sido regado por muita chuva.

Falando rapidamente sobre o que vi no último dia do Rock In Rio, definitivamente poderia ter sido algo mil vezes melhor. Não entendi a escalação de bandas como Detonautas e System of a Down! Sobre o Detonautas digo que a banda por mais inconsistente que seja, com um “pseudo-hit” aqui e outro mais chato ainda por ali, além de infinitas tentativas de não sumir por inteiro na mídia, seja batendo boca via twitter ou quase sempre aparecendo em colunas de “entretenimento” dos grandes portais, não tem aquela pegada que talvez seja fundamental prum festival do porte do Rock in Rio! (Festival de massa em que muitas vezes as pessoas vão mais pela festa do que pelas bandas). Não apenas sobre o Detonautas, mas posso citar sobre as bandas Nx Zero e Glória que muito diferente de Skank e Jota Quest, acabaram sofrendo  com o pouco caso do público, vaias e vários xingamentos… Só não foi pior que a chuva de garrafas (cheias/vazias) que o Carlinhos Brown tomou na edição passada do festival ou que as vaias e chuva de copos, garrafas ou qualquer coisa que estivesse por perto dos “metaleiros” que o Tremendão, Erasmo Carlos tomou na noite metal do primeiro Rock in Rio por ter sido escalado erroneamente. E o System of a Down é o tipo de banda que mesmo tendo seu hiáto de alguns anos, so provou que já deu o que tinha que dar desde o “Steal this Album!”. Tudo bem, e o Coheed and Cambria com a história?

 

Sou fã assumido da banda, já acompanho tem um certo tempo e confesso que houve uma dificuldade inicial ao aceitar o tipo de som com o vocal mais que característico de Claudio Sanchez. Sempre quis que a banda viesse ao país, mas sinceramente não esperava que viesse logo num festival como o Rock in Rio! Fica a dúvida no ar, será que a produção que pecou ao convidar a banda ou teve o famoso empurrão de gravadora? O fato é que, a banda por mais foda que seja (com uma ótima discografia e tudo mais) não deveria ter tocado no Rock in Rio sem uma ótima divulgação da gravadora por aqui! E o porque? Simples, no caso do festival acredito que 98% do público presente nunca escutaram sequer o nome da banda e tampouco uma música inteira. Talvez aqueles que assistiram a animação “9 – the Salvation”, mas nunca se sabe ao certo. Não vemos um clipe na MTv e com muita dificuldade é possível encontrar cd nas lojas. Ok, o dia metal estava fechado e para o Palco Mundo as bandas escaladas foram, Metallica, Slipknot, Motorhead, Coheed & Cambria e Gloria. Que dia ein, amigos… Que dia!

Coheed and Cambria - Rock in Rio 2011 - 25/09/11 (Crédito: Bruno de Lima/R2)

De fato, durante a apresentação do Coheed & Cambria foi perceptível que eles não estavam ali para sofrer com o preconceito do grande público (já que hostilizaram o Glória com palavrões e mais palavrões) e tampouco queriam fazer da primeira visita ao país o grande fiásco de sua carreira. Ao iniciar o setlist com No World for Tomorrow e dar sequencia sem pausa, ficou mais que estampada que a impressão que tive incialmente estava certa. Muitos meios de comunicação descaradamente sem conhecer um mísero “a” da banda, disseram que a banda tentou ganhar o público com o cover de The Trooper do Iron Maiden. Não preciso dizer que pra quem conhece a banda sabe muito bem que eles tocam esse cover desde 2009 (se não me engano). E por declarações como essa, so deixa claro que o “jornalismo musical” (posso usar esse termo?) não é eficiente e com toda certeza, digo que pra nossa infelicidade temos de acompanhar infinitas resenhas, materias ou notas com muito favoritismo por parte de quem escreve.

Ontem pra minha infelicidade, li algo a respeito do Coheed & Cambria no site da MTv, como se o público brasileiro não vaiasse o que vem de fora e destruissem o que temos por aqui. Opa pera lá, muita calma ladrão! Diferente do Glória, o Coheed & Cambria tem algo que os queridinhos das/dos adolescentes pseudo-revoltados não tem, é algo muito simples chamado AUTENTICIDADE! Não tiro os méritos como “músicos” do grupo, muito pelo contrário, só acho que eles tocam o que não representam. Algo como se eu tivesse uma banda chamada Rock n’ Roll All Nite e tocasse Death Metal.

- Clique aqui para ler a resenha do multishow.
- Clique aqui para ler a resenha da MTv.

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Breve resenha sobre o Terceiro dia do Rock In Rio.

Ontem não tive a oportunidade de ver as apresentações do Palco Sunset, mas felizmente foi por uma ótima causa! Fui vê os amigos, bater altos papos fodões e falar de música (parece encontro cult, mas nem é haha).

- Sepultura & Tambours du Bronx

O que todos ou quase todos sabem é que depois do Roots qualquer batucada sempre cabe em alguma música do Sepultura! Agora, no disco mais recente, Kairos, não foi diferente. O Tambours du Bronx fez uma participação nesse novo disco e o show com eles no Palco Sunset não poderia ter sido diferente! O elemento percussivo deu um peso sobrenatural para as músicas porém, o som (pra quem estava assistindo via Multishow) estava horrível! Mas tudo bem, nada que tire o mérito dessa banda que MERECIA estar no Palco Mundo.

- Gloria

O Gloria fez a abertura do Palco Mundo porém o Sepultura tocou depois no Palco Sunset devido a falhas técnicas. Conheço a banda desde o primeiro disco e isso não significa que eu gosto da banda! Quando subimos pra casa do Cacá, vi que a banda estava com cara de poucos amigos e tentando levantar o “público metal” com Domination e Walk do Pantera, pra ser mais batido só faltou tocar Blitzkrieg Bop do Ramones. Não vi o show, mas pelos covers e pelo solo de bateria no final, vi que não perdi nada! Pelo que li, vi que tocaram sobre as vaias do Público… Nada contra os integrantes em sí, mas quanto as músicas… Pra mim é, e sempre será algo forçado! Nego pode tocar muito, tocar tudo muito sinistro mas nunca, nunca serão! (Parafraseando no melhor estílo Capitão Nascimento).

- Coheed And Cambria

Escrever sobre uma banda que realmente gosto é sempre muito díficil! Mas o show do Coheed foi animal! Nego tocou todas as músicas no pau pra não dar chance do público julgar ou qualquer coisa do tipo. Tocaram altos sucessos tipo Everything Evil, A Favor House Atlantic e de quebra fecharam com Welcome Home, muitos podem ter escutado na animalção “9 – the salvation”. Houve também o cover de The Trooper do Iron Maiden, foi uma ocasião muito boa pra banda tocar, meio que ganhou a simpatia do público por ai, mas é bom deixar claro que, vira e mexe ela está presente nos setlits da banda! O show foi muito bom e musicalmente falando foi muito sinistro!!!

- Motorhead

No começo o som do Motorhead estava ruim! Tiveram alguns problemas durante algumas músicas antes do solo e depois disso não sei mais de nada! Motorhead é o clássico vivo do Metal (mesmo o próprio Lemmy dizendo que são Rock N’ Roll). Não deixa nada a desejar mas exige muito!

- Slipknot

Meirmão, que show foi esse??? Um dos shows mais escrotos da noite! A banda afiadíssima e sinceramente o Paul Gray faz falta no palco… Pensei que não iria fazer, mas fez! O show foi animado pra caralho, os doentes se jogaram milhões de vezes no público e todos os sucessos não ficaram de fora, Heretic Anthem, People = Shit, Suficing fechando com chave de ouro, até Psychosocial (que gosto bastante, rolou!). Melhor impossível!

- Metallica

Me faltam palavras para falar desse show do Metallica! Banda extremamente competente e não poderia ser melhor! Foi o tipo de show que precisava realmente assistir! Lavou a alma mesmo que pela TV! Infelizmente o setlist vazou antes do show começar porém, não quis vê-lo para não estragar a surpresa! Uma delas foi que eles tocaram Orion, a instrumental sinistra do Master of Puppets, não deixaram Blackened de fora e mandaram até Nothing Else Matters (juro que não esperava por essa). E pra minha surpresa no bis rolou Whiplash numa velocidade absurda! Melhor impossível!!!

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